O futebol de formação vive “momentos de crise”, de falta de valores, ... Os jovens atletas desde cedo deixam de se divertir, devido à pressão a que estão sujeitos, por parte dos pais, treinadores e dirigentes, deixando de ter prazer em treinar e jogar. Quando a obtenção de resultados é o que mais importa, o futebol de formação não pode estar bem. Quem está à volta da criança (família, treinadores e dirigentes) deve incutir outro tipo de valores, como por exemplo, o prazer pelo jogo e pelo treino, respeitar todos os intervenientes do jogo (colegas, adversários, árbitros, dirigentes, público), incutir neles que o jogo é um momento lúdico e de aprendizagem e não uma guerra, ... Este ano ao desempenhar as funções de coordenador de futebol 7, tive pais que preferiam que o seu filho não jogasse, mas que a equipa ganhasse e outros achavam que alguns atletas não deviam jogar, enquanto o resultado não estivesse feito. Cada criança deve ter a possibilidade de treinar e jogar, só ass...
A sociedade atual está muito diferente daquela que existia há 30 anos. Esta é uma frase já um pouco gasta, até porque o mundo está sempre em mudança, mas aquilo a que me quero referir são as mudanças no estilo de vida da juventude. Principalmente no espírito de sacrifício, ou na falta dele, da juventude atual. E claro, o seu reflexo no futebol de formação e anos mais tarde no futebol sénior. Quem contacta diariamente com os jovens nas escolas sabe perfeitamente o que vai encontrar nos escalões de formação. Hoje em dia o espírito de sacrifício dos jovens é praticamente zero. A lei do menor esforço impera, talvez o reflexo de uma sociedade totalmente informatizada, onde um simples clique faz com que tudo lhes venha parar à mão. Depois, tudo isto se reflete no dia a dia das aulas e dos treinos das modalidades que eles escolheram. Que chatice ter que ir aos treinos, está frio, quer estar no "face", no "youtube" ou a jogar "on line" na "ps4". H...