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Crise de valores no futebol de formação.

O futebol de formação vive “momentos de crise”, de falta de valores, ...

Os jovens atletas desde cedo deixam de se divertir, devido à pressão a que estão sujeitos, por parte dos pais, treinadores e dirigentes, deixando de ter prazer em treinar e jogar.

Quando a obtenção de resultados é o que mais importa, o futebol de formação não pode estar bem. Quem está à volta da criança (família, treinadores e dirigentes) deve incutir outro tipo de valores, como por exemplo, o prazer pelo jogo e pelo treino, respeitar todos os intervenientes do jogo (colegas, adversários, árbitros, dirigentes, público), incutir neles que o jogo é um momento lúdico e de aprendizagem e não uma guerra, ...

Este ano ao desempenhar as funções de coordenador de futebol 7, tive pais que preferiam que o seu filho não jogasse, mas que a equipa ganhasse e outros achavam que alguns atletas não deviam jogar, enquanto o resultado não estivesse feito. Cada criança deve ter a possibilidade de treinar e jogar, só assim podem evoluir. Defendo que após uma seriação inicial (em equipas A, B, C, ...), as crianças que constituem uma equipa devem ter o tempo de jogo equilibrado.

Considero também fundamental, desde as idades mais jovens, que se deve ensinar e conhecer o jogo, quais os objetivos do ataque e da defesa, que princípios (gerais e específicos) de jogo existem para, no futuro, jogarem de forma mais organizada. Deixar que as crianças possam ser criativas e não condicionar/limitar no treino esta criatividade, obrigando a jogar de forma padronizada. Quando tiver de improvisar, porque o jogo cria diferentes problemas/desafios, não vai conseguir encontrar uma solução.

Devemos também procurar que a criança consiga conciliar os estudos com a prática desportiva e não proibir de ir treinar, quando tem uma nota menos positiva num teste de avaliação. Podemos “negociar” com a criança o seguinte: se não estudares e deres o máximo na escola, continuas a treinar, mas não vais ao jogo. Qualquer criança gosta de treinar, mas ser convocado para o jogo é o momento de maior felicidade. Tirar tudo pode ser pior...
Em jeito de conclusão, devemos procurar que as crianças tenham prazer em treinar e jogar, que o façam com alegria e com o apoio de treinadores e dirigentes, mas principalmente dos seus Pais/Familiares. 

Partilho uma série de regras que considero fundamentais que os Pais respeitem e, se isso acontecer, os seus filhos serão certamente crianças mais felizes:

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Tentando cumprir estas e outras regras, estamos a proporcionar um ambiente que vai permitir certamente a evolução do jovem atleta, mas mais importante ainda, que possa praticar a sua modalidade com um sorriso na cara.

Por um melhor Futebol de Formação...


Luís Morgado
Mestrado em Treino Desportivo
Curso UEFA A + Elite Jovem
Treinador Adjunto FC Paços Ferreira

luismorgado@fcpf.pt

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